Cacos e Sangue

Eu tinha uma coleção invejável (e ainda tenho, mas em parte) de copos de requeijão coloridos com os mais diversos personagens de desenhos animados. Desenhos da Disney, Hannah Barbera, Warner, Maurício de Souza, etc., todos retratados em serigrafia nas superfícies cilíndricas e brilhantes dos copos de vidro. Peças raras, que com certeza não serão encontradas novamente a não ser na casa de uma ex-criança tão aplicada como eu a comer requeijão. Como disse no começo do parágrafo, eu tinha. Essa minha coleção está desaparecendo aos poucos, como se os copos quisessem fugir de mim, voltar para suas casas (onde quer que seja a casa de um copo). E de quando em quando, vejo os restos mortais coloridos e pontiagudos espalhados no chão da cozinha, de uma tentativa de fuga mal sucedida, ou talvez de um suicídio bem executado. Minha coleção foge de mim como a areia fina foge da peneira, não posso fazer nada.

Enquanto eu notava apenas a minha coleção se esvaindo, não vi a verdadeira raiz do problema, ligada à morte/desaparecimento de outras peças quebráveis da cozinha de casa. Taças de vinho, copos grandes, pequenos, pratos, xícaras, qualquer tipo de louça imaginável, tanto em casa como na empresa, somem sem deixar nem uma carta explicando sua ida. Meus instintos SherlockHolmísticos resolveram entrar em ação sem eu mesmo precisar me esforçar para isso. Resolvi pensar logicamente: Copos não têm pernas nem músculos, por isso não há como fugirem sozinhos, nem suicidarem-se. – Esse pensamento foi crucial para o meu raciocínio seguinte: Logo, para copos sumirem, é necessário um autor, uma pessoa familiarizada com esses copos, alguém que possa mexer neles sem levantar suspeitas. Comecei então a procurar por suspeitos.

Antes que pudesse tomar qualquer atitude, passo pela cozinha e vejo minha mãe, com a torneira ligada, luvas de borracha na mão e restos mortais de um copo no chão, os quais ela catava com cuidado. Senti remorso por não ter feito nada com relação à mais uma baixa em meu pequeno exército brilhante.

Logo mais, fiz uma lista de pessoas que já tiveram contato com os copos e que provavelmente teriam novamente em um futuro próximo. Me espantei com o tamanho do relatório, e vi que não seria tão fácil assim concluir minha investigação. Eu deveria seguir outra linha de raciocínio. Resolvi largar a pesquisa de mão e dar uma volta para arejar e tomar um café. Preocupar-me demais me levaria à loucura, e não queria isso.

Fui a pé até uma cafeteria/livraria, com um ar meio rústico, estrutura de madeira. Como sempre faço, inspirei profundamente ao chegar ao local. O cheiro de verniz exalado pelo piso e paredes, misturado ao característico ar dos inúmeros livros e ao amargo aroma do café fazem milagres à minha disposição. Pedi um café longo amargo e um cheesecake, e fui sentar-me em uma mesa próximo ao balcão. Abri o portal para a única dimensão que me afasta desse mundo: Um livro da série Torre Negra, de Stephen King. A odisséia atemporal de Roland e seus companheiros de outras épocas/mundos transporta minha consciência para outro nível, de forma que esqueça as preocupações da vida cotidiana, incluindo nosso assassino de copos. Antes de terminar um capítulo, a garçonete de olhos amendoados me entregou o café. Morena, cabelo liso, e com pequenos, porém firmes seios por baixo do avental marrom, que me fizeram sentir uma vontade imensa de pular e comer “um petisco” antes da torta. Meu olhar de cachorro faminto deve ter durado muito tempo, pois ela pareceu notar e riu. Aqueles dentes brancos e simétricos, entre aqueles pequenos e rosados lábios foram como tocar gasolina na fogueira. Minhas calças já não me segurariam, mas minha cabeça, sabe-se lá como, desviou minha atenção para outra coisa: São dois lugares! – Lógico! Os copos não desaparecem apenas em casa, mas também na empresa… Isso reduziria para muito menos pessoas a minha lista. Fiz um tímido agradecimento à minha musa inspiradora que pouco entendeu, mas continuou a sorrir, e parti para casa.

Me vi novamente sentado na escrivaninha do meu quarto com lápis e papel na mão. Nove e meia, pensei, já deveria estar na internet brincando no iSketch. Mas não poderia deixar esse criminoso ficar impune. Continuei a rabiscar. Depois de muito tempo (dois minutos e meio), cheguei a uma lista definitiva:

  • Eu
  • Pai
  • Mãe

Fiquei estupefato. Não acreditava no que meu punho acabara de escrever e que meus olhos viam. Meus próprios pais suspeitos de algo tão terrível… e o pior de tudo: EU! Não podia acreditar que era suspeito, na verdade não podia mais acreditar nem em mim mesmo. Antes que entrasse em colapso, desisti da internet, da leitura, da janta e fui logo dormir. Fazer um exame de consciência.

Ao rolar na cama, durante o sono, tive um insight. Era mais óbvio que eu podia imaginar, e apenas precisaria confirmar minha tese. Nos dias seguintes, passei a acompanhar minha mãe depois das refeições, na hora de lavar a louça. Foram necessários apenas dois dias para que minha hipótese se confirmasse: na quinta-feira, de meio dia, um copo “acidentalmente” escorrega da mão de minha mãe e cai no chão. Para os desavisados não seria nada além de uma fatalidade, mas meus olhos estavam preparados para ver além do óbvio. Observei cada movimento posterior dela. Pegar a vassoura, pegar a pá, varrer os cacos, o que toda pessoa que quebrou algo faria. Mas eis que chega um momento em que ela se abaixa, pega um dos cacos e coloca no avental. Tal movimento me deixou intrigado, mas não poderia fazer nada no momento. Por ora, já estava satisfeito em ter descoberto a assassina.

Na noite do mesmo dia, meus pais saíram para uma reunião na igreja. Foi o momento certo: vasculhei cuidadosamente cada mínimo centímetro da casa, para descobrir algo sobre a motivação de minha mãe. Finalmente, em um fundo falso na terceira gaveta de sua penteadeira, encontrei uma pequena caixa com revestimento de couro. Abri-a, e percebi que não convivo com uma criminosa, e sim com uma psicopata. Na caixa, um pequeno bloco de papel com a data da compra de cada copo que chegou em casa anotado, algumas riscadas, com uma data ao lado, sempre fechando um aniversário corretamente. Não importava quantos anos o copo ficava em casa (ou na empresa), desde que ela o destruísse em seu aniversário. Junto disso, fragmentos piramidais com o máximo possível de simetria, com pedaços coloridos de cada copo assassinado jaziam, como troféu. Não eram acidentes, não eram assassinatos quaisquer. Era um esporte cruel.

Sem meus aguçados ouvidos perceberem, meus pais chegaram em casa. Não tive tempo de esconder nem de me explicar, lembro-me apenas de ver a fúria selvagem de minha mãe ultrapassando os 4 metros que nos separavam e me atingindo. Vou apagando aos poucos.

Acordo então para a realidade, para este mundo sem investigações sobre copos, mães dementes e garçonetes gostosas que me dão mole. Vida sem graça, sem narratividade. Torná-la um romance seria até interessante, mas não vem ao caso agora. Prefiro me manter protagonista de uma história crua que ninguém leria.

Mesmo sem precisar investigar, tenho notado há anos que minha mãe não consegue ficar nem mesmo uma semana sem pelo menos quebrar um copo (existem semanas nas quais ela quebra dois).  Faz uns três meses que venho enchendo o saco pra ela tomar cuidado, mas não adianta nada. Então comecei a fantasiar, ela deve ser algum tipo de assassina de copos, sei lá. Tomara que eu esteja errado.

Ontem, aqui na empresa, ela quebrou mais um copo. Enquanto ela juntava os cacos e eu a repreendia, posso jurar que vi um sorriso esboçado em sua face. Agora passo longe da penteadeira dela.

Desenvolvendo Habilidades

Ok, finalmente descobri algo que realmente me incomoda. É um problema que fica mais claro em mim, pelo menos… não percebo isso tanto em outras pessoas talvez por não prestar atenção.

Tenho mania de querer saber tudo, aprender demais e ser melhor em tudo. Quem é que não quer ser assim, não? Quero escrever bem, tocar (pelo menos guitarra) bem o suficiente pra convencer que sou bom, desenhar muito bem, ter um conhecimento amplo o suficiente pra não ficar por fora, ou liderar os papinhos entre amigos durante maior parte do tempo. Fazer bem meu trabalho, ser acima da média na faculdade, ser um praticante excepcional de kung fu. Ainda, ser um filho exemplar, um bom cozinheiro, etc. Tem muito mais coisa pra listar aqui, mas essas são as veias principais, que eu mais pesquiso e trabalho em cima.

Não sei… se alguém achou isso pouco, comente aqui. Eu acho muito porque simplesmente não consigo fazer nenhuma delas com perfeição. Em todas as habilidades listadas acima, sou mediano (pra não dizer ruim) em todas. Toco mais ou menos, desenho mais ou menos, trabalho, kung fu etc… não vou listar de novo. Quero fazer coisas demais, e não consigo dedicar tempo suficiente a nenhuma delas. Pra pessoas leigas em nesses assuntos citados, eu consigo superar (e bem) as expectativas. Para pessoas que se especializam em um assunto, eu não sou lá grande coisa. Trocando em miúdos: sei um pouco de tudo e nada de alguma coisa.

Difícil mesmo é escolher algo pra me especializar… gosto tanto de tudo que faço que abandonar qualquer uma dessas atividades seria acertar a cara da minha felicidade com um ferro quente.

Sinto na pele agora o que é envelhecer. Puta merda, só tenho 20 anos e falo em ser velho. Notamos que temos uma vida, e que ela é curta demais pros nossos objetivos. Pelo menos pra mim, que quer ser graduado em todas as áreas (menos biologia, que eu não gosto -.-), quer ser um bom músico, bom artista marcial e bom artista plástico. Com tempo sobrando pra estudar, falta dinheiro pra investir. Em busca do dinheiro para investir, “gastamos” o tempo trabalhando. Nos vemos cercados de luxos inúteis, que sugam o dinheiro, e conseqüentemente o tempo. Pronto. Se não herdamos uma quantia imensurável de dinheiro, estamos prendendo nossa capacidade de fazer bem o que queremos (isso no caso de pessoas polivalentes como eu hahah) o resto da vida.

Semanas passam, meses passam, anos estão passando e não vejo. Desde o fim do ensino médio, me vejo evoluindo como pessoa, em termos de racionalidade. Mas todas as habilidades parecem estagnar. Não evoluo tão rapidamente quanto antes. Isso me deixa decepcionado. Descubro assim que pessoas mais velhas que preferem não aprender coisas novas não estão sendo ignorantes (algumas, não vou generalizar também). Estão simplesmente aceitando o sistema, evitando ocupar o tempo que devem gastar pra poder sobreviver, pra continuar trabalhando. Estudar é perda de tempo, uma vez que tens uma profissão fixa, renda garantida e uma família. Desenvolver-se é inútil. Especializar-se é necessário. Sejamos formigas operárias, focadas em suas tarefas especializadas.

Nesse ponto do texto prefiro parar. Quanto mais escrevo, mais me revolto e menos vejo saída. Nasci no mundo errado, ou nem deveria ter nascido. Mas já que estou vivo, vou continuar contrariando tudo isso. Vou continuar batendo a cabeça na parede, tentando fazer tudo ao mesmo tempo. Vou aproveitar o que me diferencia dos mais velhos, a “falta de maturidade”, a cabeça dura pra gastar toda minha energia tentando ser algo que eu chamo de eu mesmo. Foda-se, posso ser ruim em tudo que faço, mas vou sou bom em ser eu. Morra de raiva, maldito sistema. A minha individualidade tu não vai roubar. Morro sem tempo, mas vou fazer tudo que eu quero.

Dedico esse post pro Giovane do futuro, que quando quiser desistir dos seus objetivos (que é o que tava acontecendo comigo antes de escrever esse texto hauahuhaua), leia esse post aqui e lembre quando ele largar tudo, ele vai deixar de ser bom na única coisa que ele é realmente bom, que é ser persistente, teimoso e cabeça dura. E cara, como eu ADORO isso em mim hahah

Treino

Cara, que satisfação! Não lembrava mais o que era treinar exaustivamente. Depois de uns 3 meses parado, e 1 mês de tentativas de retorno, marco com o treino de ontem meu retorno definitivo ao Kung Fu Shaolin do Norte / Sanshou.

sanshou

Cheguei na academia às 19:00, fiz um pequeno alongamento. A partir daí, o perdão e o descanso deixaram de existir, até as 21:45, hora em que professor resolveu que podíamos parar com o treino físico e fazer alguma coisa de kati. Mas isso não interessa. Vou resumir a parte física, que foi o legal:

pular/exercíciodeguarda/chutar/chutar/chutar/exercícioscomfoco/

maisexercícioscomfoco/maisexercíciosaindacomfoco/

circuito:habdominal/apoio/chute/supino/soco/pularcorda/

circuitodenovo/maisexercícioscomfocodenovo/

exercícioscomfocoeelásticoprendendoocorpo/variaçãodoanterior

Basicamente isso… acho que não me esqueci de nada. O fato é que isso cansa. Já não bastava a tontura causada pelo oxigênio desperdiçado e a falta de energia pra fazer qualquer coisa na hora do treino. A parte legal é quando chego em casa, tomo um banho e esfrio os músculos, o ponto de partida da dor.

Ah, a dor. Quem não sente com freqüência, quem não a provoca, não entende porque tem gente que gosta. É a mesma coisa que chegar em casa cansado de um trabalho produtivo. Sentimos na pele o que acabamos de fazer, e temos orgulho disso. A dor me faz sentir bem. O fato dela sumir gradualmente, faz com que cada vez precisemos correr mais para buscá-la. A dor nos torna fortes, por incrível que pareça.

E não é só isso, afinal, “não ter dor” não seria positivo se não tivéssemos conhecimento da dor, e seríamos indiferentes a isso. Massagens, relaxamentos e etc. só dão esse imenso prazer porque podemos sentir dor.

A moral da história não era falar sobre dor, mas só constatar que estou de volta nos treinos, finalmente… e estou mais feliz que nunca com isso! Resolvi conciliar os treinos também… Vou continuar treinando a parte física do Sanshou, e estou me puxando muito em precisão de movimentos dos Katis, pra quem sabe participar do próximo campeonato. Kung Fu me empolga muito, hahah

Amanhã tem treino de novo, e ainda estou com os espólios do treino de ontem. Mas é assim mesmo…

May 16

Não, não é uma música do Lagwagon que toca no Tony Hawk’s Pro Skater 2, nem apenas o dia Nacional do Gari. O que torna essa data pra lá de especial, fazendo com que seja comemorada no mundo inteiro, não é nada mais, nada menos que meu aniversário. Em 16 de maio de 1988 surgia o símbolo de redenção da humanidade, um ser sublime, forte, poderoso e majestoso por natureza nascia um pequeno garotinho, que não tinha nem mesmo a noção de que estaria escrevendo sobre seu próprio aniversário com uma semana de antecipação (quase) 20 anos depois. Aquele menininho só se preocupava com o frio de um dos invernos mais rigorosos da história da cidade de Novo Hamburgo, comparando-o com o tão confortável calor do ventre de sua mãe.

Nasci em um inverno adiantado, mas foi uma época divertida, acho… não lembro de nada. Depois disso, fiz alguns cumpleaños de qual não lembro… o de 1 ano eu lembro porque tenho VHS. Meus aniversários de 2, 3,4 e 5 anos foram perdidos no tempo. Ao completar 6 anos, fiz meu aniversário no extinto sítio da família, e lembro que ganhei um Lego ultra super duper incrivelmente foda (que ainda tá comigo lá em casa). Completando 7 anos, festa com turminha da primeira série… tema futebolístico. Depois, aos 8 anos, ganhei festa de aniversário na escola. Aos 9, festa em família e uma bicicleta, se não me engano. Aos 10, festa com coleguinhas de 4ª série, com reunião dançante. Essa festa foi com certeza um marco. 16 de maio de 1998, o dia em que notei que “gastar dinheiro e fazer festa pros outros que a gente não é tão próximo” é uma frase encurtável; podemos reduzir tudo isso pra “gastar dinheiro”.

A partir daí, não quis mais saber de festas de aniversário. Comemoramos sempre em família, e assim foi divertido. De relevante, vou passar para os meus 18 anos, onde fiquei loucão com vodka e fiz merda na internet. Meus 19 anos marcaram com a primeira coisa que eu organizei. Eu e o André, que faz aniversário um dia depois de mim, pagamos umas 3 pistas de boliche por algumas horas pros amigos mais chegados. Foi diferente, na rotina de aniversários da nossa rodinha de amigos, e foi legal pacas.

Sinceramente não sei o que eu vou fazer até a semana que vem. Juro que estou tentando planejar algo. Alguma coisa com comida e cerveja e música boa e muita azaração hahahah

Quanto a você, amiguinho, que está aí lendo esse post com uma cara “e o que que eu tenho a ver com isso?”, chegou a hora de enteder.

É hora da…

SUPER RCRD WISHLIST COMBO GUARDBRAKER PLUS 1.0

YEAH! Pra você, caro amigo filantrópico, que gosta de deixar seu amiguinho feliz dando um presente de aniversário, ou você, amigo pão duro/amigo sem orçamento que gostaria simplesmente de saber meus desejos consumistas. Let the carnage begins!

  • Rubik’s Cube

Cubo Mágico

Descrição: O saudoso cubo mágico… Ando lendo teorias e métodos pra resolver ele.

Problema: O meu velho cubo de guerra simplesmente evaporou! Revirei todos os cantos do meu pequeno universo e não encontrei ele! Ando me sentindo incompleto sem o meu cubo ;~

Solução: Cubo novo /o/

  • Tablet

Tablet

Descrição: Uma prancheta para desenhar no computador.

Problema: Você que é meu amiguinho e acompanha minhas peripécias, tanto na internet quanto na vida real, sabe que sou um garotinho metido a desenhar por tudo. Finalmente, depois de anos, estou encontrando uma boa maneira de desenhar e postar minhas coisas. Mas cheguei a uma pequena barreira na hora de arte-finalizar… a lineart (contorno) fica terrível, quando feito no mouse, e se é feito em vetor, fica artificialíssimo.

Solução: Com um tablet, os brushes no computador funcionam como um lápis normal, sofrendo influências de pressão e velocidade. Vou conseguir fazer arte no computador com um desses ^^

  • Celular

IPhone

Descrição: Não vou descrever isso porque é inútil, creio.

Problema: Meu celular, companheiro em tantas batalhas contra orcs, trolls e afins está morrendo aos poucos, coitado.

Solução: Aposentar meu amigo celular, substituí-lo por um soldado novo e cheio de energia, afim de suprir minhas necessidades comunicacionais nos próximos anos de batalha. Se alguém quiser me aceitar um celular, to aceitando qualquer coisa. Desde que ligue, tá bom… mas se quiserem me dar um desses da foto, devo quase minha vida pra vocês HAHAH xD

  • PSP – Acessórios

PSP

Descrição: Todos sabem da minha última grande e incrível aquisição: o PSP (Playstation Portable). É um grande aparelho, uma gadget multimídia multifuncional pra lá de boa. Toca MP3, roda vídeo, serve como pendrive, tem ótimos gráficos, e pode emular praticamente qualquer outro videogame. Tem sido meu porto seguro nas horas de tédio.

Problema & Solução: Não tem problema nenhum… Mas se quiserem me dar alguma coisa interessante, o PSP tem diversos acessórios, cujo preço nem é tão alto assim… como as películas de proteção pra tela, o cabo pra ligar na televisão, a câmera digital, antena de gps, antena de tv, e umas balaquinhas pra deixar ele mais bonito =D

  • Artigos de Música

Música

Descrição: Yeah babe, adoro tudo relacionado à música! Quer me deixar feliz, me dá algum instrumento, acessório, camiseta, equipamento, etc. Que eu vou ficar pra lá de faceiro!

Problema & Solução: Não sei o que dizer aqui hahah

  • Cristina Scabbia

Cristina Scabbia

Descrição: Já que aposto que não vou ganhar nada dessa wishlist aqui, pelo menos dos meus fiéis e numerosos leitores, deixem-me sonhar um pouco. Pra quem não sabe, ela é vocalista do Lacuna Coil. A banda é ruim, mas ela comanda hahah

Problema: O problema raíz dos problemas da humanidade…

Solução: Mulher, ora! Existe solução melhor que mulher?

——

Ficam aqui minhas saudações, e um até a vista. Estão todos convidados pra passar lá em casa e bater um papo, tomar uma cerveja / chimarrão. Se tiver churrasco, festa, ou qualquer coisa, eu chamo.

Cultura? Onde?

Quero fazer um comentário confuso sobre uma constatação equivocada. Não existem culturas diferentes, tampouco cultura inútil. Toda cultura é útil, não importando seu conteúdo, ou a falta dele. Afinal, como vamos saber como arrumar falhas nos métodos de comunicação, se não notamos sua presença? Como vamos determinar o rumo da produção de cultura da humanidade, baseando-se só em textos compridíssimos de longas pesquisas científicas?

Penso na parte “inútil” da cultura como a porção mais importante. Pensamentos aleatórios, inversões, constatações que nada adicionam à realidade imposta por determinadas regras são o que mostram aquele ângulo obtuso, a resposta do novo, que ainda não veio, ao antigo e conservador, atualizado a cada minuto.

Digo, não pensem em cultura como repartições, e sim como um bloco. Toda regionalização, diferença, pensamento pessoal é contribuição para o inteiro da cultura humana, mesmo que por um período curtíssimo de tempo, que vai ser esquecido (ou não), e não deixa de ser uma reação à influência da regionalização da cultura aplicada sobre esse indivíduo. Como disse Félix Guatarri em sua tese Micropolíticas – Cartografias do Desejo, toda cultura é reacionária. Se existe alguma pessoa fora do bloco cultural, logo ao entrar em contato com ele, sua cultura individualizada não vai deixar de existir, mas vai ser adicionada a esse bloco. Sua adaptação à essa cultura, sua reação e sua produção vão contribuir para a evolução do todo. Portanto, não trato de casos isolados, trato da sociedade na qual estamos inclusos. Afinal, tudo que estiver fora disso, é porque está fora da nossa percepção. Se não sabemos da existência de algo, culturalmente ela não existe.

Finalmente, chego onde eu quero. A Internet. Pensei nesse post depois de ouvir alguns zilhões de comentários sobre “como a internet tem mais cultura inútil que útil”. Particularmente, vejo a internet como uma maravilha cultural. Superficialmente (repito, SUPERFICIALMENTE, quem sabe eu desenvolvo esse raciocínio melhor outro dia) falando, pode ser que a Web seja a causa da total reformulação do Capitalismo, num futuro próximo. Não existem barreiras culturais na internet. Cada um pode dizer e fazer o que quiser, inclusive o que é considerado ilegal. É o lugar onde podemos ver esse bloco correr livre, ver até onde a humanidade chega. O lugar que dá a liberdade de produção, também dá a liberdade de escolha de recepção. Quem diz que “há cultura inútil demais na internet”, ou não sabe o que procura, ou não sabe procurar. Os mecanismos de organização da rede são, por incrível que pareça, muito fáceis de entender. O problema, na hora de buscar conteúdo na rede, não está nela, mas na velha interface cadeira-teclado.

Tento ser um usuário totalmente abrangente da rede, mas isso é tão possível quanto ter todo o conhecimento gerado pela humanidade até hoje. Mesmo assim, observar reações que tantos consideram anti-culturais, que na verdade são exatamente o contrário (pró-culturais), é o mais divertido. Entender a mecânica de uma gramática como o tiopês e os inúmeros posts com humor totalmente desprovido de sentido óbvio e limitação moral do 4chan são a prova de que o humano está descobrindo o caminho para uma evolução mais eficiente. A quebra de velhas barreiras dogmáticas, que só fazem atrasar a cultura.

Se você, leitor, considerou isso que eu escrevi, os conceitos que eu citei uma completa besteira, atingi pelo menos um dos meus objetivos… Fiz vocês reagirem. O fato de tu não voltares mais aqui, não leres mais meu blog, e falar para outros não lerem porque o autor é um péssimo escritor, é uma reação à minha produção de cultura. Querendo ou não, me fazendo entender ou não, eu mudei tua vida.

Espero uma resposta. Gostando ou não, vocês só podem mudar minha vida de uma maneira: Comentando HAHAHAH

boa semana o/

… importante #D

Hohoh depois que alguma coisa realmente forte e significante acontece em nossa vida, é que resolvemos escrever, né?

Pois bem… vim pra cá pra usufruir da melhor vantagem de se ter um blog. Considero o blog um diário, mas melhor que isso. Afinal, os diários são úteis porque o escritor exterioriza seus pensamentos, desabafa. Concretiza seu aglomerado de idéias soltas sobre determinado assunto ou acontecimento. Além de se ver livre de algo que não passaria de uma idéia abstrata que continuaria voltando e incomodando, a pessoa tem o risco de seu diário ser lido, e sua idéia passada adiante. E é exatamente nesse ponto que eu acho o blog uma vantagem. Afinal, deixo ele divulgado, mesmo que no cantinho do meu fotolog, pra quem quiser passar aqui e dar uma olhada… isso faz com que o risco de ser lido aumente, e faz o blog servir realmente como um conforto, como desabafar com um amigo (o que lógico, não substitui… prefiro mil vezes falar com um amigo de verdade ahueaheuahe).

Não quero falar de blog, como muitos blogs fazem por aí. Acho meio ridículo… só estou justificando minha volta pra cá. Vim desabafar.

Só essa semana, recebi provas incríveis de amizade, tais quais me fizeram inclusive chorar. Depoimentos verdadeiros e emocionados sobre a minha pessoa, que me tornam maior, e me motivam a tornar essas pessoas cada vez maiores (creio que esse é o objetivo de uma amizade… crescimento conjunto). Adoro ter amigos. Adoro me relacionar socialmente. Faz bem. Principalmente pro ego. Lógico que é um investimento a longo prazo, mas vale muito mais a pena que viver em função de si mesmo.

O porém, que eu não entendia (ou não queria entender) até essa semana, são os malditos egocentristas. Não é porque és bonzinho com o próximo, que essa pessoa vai te retornar na mesma moeda. Ela pode te retornar sim, mas enquanto interessar pra ela. Enquanto isso fizer bem pro seu próprio ego. Se aproxima, suga tua energia, e vai embora, sem mais nem menos. Não se interessa contigo, nem com o que vocês fizeram juntos. O que tu considerava uma amizade verdadeira, não passava de um pretexto. Pretexto como o motivo esdrúxulo que essa pessoa vai usar pra te abandonar. Essa pessoa vai simplesmente achar outra pessoa pra sugar, e vai realizar o mesmo processo.

Eu preferia negar a existência desse tipo de pessoa até essa semana. Sinceramente, era coisa de ficção. Sou infantil, inocente demais. Penso como criança. Acho que mereci essa pancada na cabeça. O mundo dói, mesmo. Investi dois anos da minha vida considerando uma pessoa como melhor amiga, e ela me joga fora. Depois de chorar por alguns minutos, esbravejar por outros, tomei um banho e refleti bem sobre o que vem a ser amizade. A conclusão é simples. Tomei prejuízo. Mas não foi ruim. Investi, não deu certo. Tenho que investir em outros lugares. Se a pessoa que eu considerava tão amiga assim me jogou fora desse jeito, ela não mereceu minha amizade. Foda-se. Tenho pessoas que eu percebo que são melhores amigas agora. Me sinto feliz em estar tão pleno como agora. No início, achei que esse fato ia me arrasar. Pelo contrário, me fez crescer.

Não estou postando aqui como um ‘perdedor’, ou como um cachorrinho molhado na porta de casa, ou como as quinhentas gurias que eu conheço, que depois de perder um namorado passam 5 anos escrevendo que superaram a separação, enquanto escondem sua tristeza e fracasso, que não passa de uma barreira mental. Estou exteriorizando minha idéia e minha felicidade. Não vou revisar o texto. Provavelmente não dê pra entender nada do meu raciocínio, que pra mim, já está claríssimo, e acho que isso realmente importa. Se alguém ler isso, e quiser entender mais, ou quiser discutir comigo sobre isso, sinta-se à vontade. Adoro discutir, principalmente sobre idéias abstratas, como amizade. xD

Quem sabe, se um dia eu organizar esse meu mar de pensamentos, eu possa escrever um livro de auto-ajuda aheuaheuahe pelo menos pra mim funciona.

Sem foto nesse post.

Sob o Céu de Desvendando

pequeno texto feito por mim enquanto o chat da comunidade (em 2084 ainda) estava parado… 

Um rolo de feno passa pelo chão irregular da comunidade, levado por um leve suspiro de vento…
RCRD fixa o olhar em seu adversário. Suas mãos, abertas, e seus músculos, relaxados, à espera da menor reação de seu oponente. Um movimento em falso, e ele morre.
Uma gota de suor, fria, escorre na lateral de sua face. O ruído das engrenagens do relógio na torre principal quebra o silêncio sepulcral da cidade. Todos os habitantes observam o “espetáculo” em suas casas, mudos, presos a um sentimento que funde o medo e a admiração.
No Cyam, atrás do balcão do Saloon, observa apreensivamente o acontecimento enquanto enxuga um copo, pela janela aberta, ao seu lado. Sua magnum 44, carregada, espera apenas a conclusão do duelo, para ser bravamente utilizada, ou para brilhar erguida, sob a luz da vitória, sob a luz do sol que queima o chão da cidade Desvendando.

Como lâmina afiada, um timbre de voz suave corta o silêncio na cidade. O tirano adversário se dirige a RCRD com desprezo:
– Desista. Você e todo esse grupo que se auto-intitula RTZ nunca conseguirão derrubar-nos. Somos a evolução, e vocês, meros vermes.

RCRD, mais sereno que o próprio ser que encontra à sua frente, suspira.
– Não quero sua evolução. Quero minha liberdade.

Uma rajada de vento forte toma o local. O sino do relógio bate. Ao final das doze badaladas, o destino final de Desvendando estará selado.

A cada batida do sino, os músculos dos dois adversários se contraem, tomados pela adrenalina, prontos para dar um fim no duelo. O tempo, mais frio que o sangue que corre nas veias de RCRD, congela. Pássaros bebericando água na praça principal. Cavalos, deitados sob a sombra do estábulo, no feno fresco, e cães comendo os restos de carne jogados fora pelo açougueiro.

A décima segunda badalada. Sereno empunha sua pistola, e dispara três tiros contra o peito de RCRD, que corre em sua direção. Um dos três tiros raspa no ombro do herói. Ignorando a leve queimadura, RCRD continua a correr, até chegar muito próximo de seu adversário, levanta o cano de sua arma, e, ao introduzir o dedo no gatilho, um estampido interrompe sua ação. Sereno, dá seu quarto tiro, e dessa vez, acerta seu alvo.

S., que estava escorado ao lado de uma casa, ali próximo, cansou de esperar. Ao ver a baixa aliada, empunha sua Katana e corta os dois braços do inimigo, empapando sua branca roupa engomada de sangue. No Cyam finaliza o serviço de S., explodindo a cabeça do homem com cabelo de plástico ao disparar-lhe um único e certeiro tiro de sua magnum.
Ana Vissotto, desesperada por ver o amor de sua vida ferido, agradece aos dois, e corre em direção do meio da rua.
Respirando com dificuldade, RCRD se levanta, dá um demorado beijo em Ana, e suspira em seu ouvido um “obrigado”. Ao fazer isso, puxa de dentro de sua camisa, um sticker de girafa, com um projétil, ainda quente, parado ali. Ana Vissotto salvara a vida de RCRD.

Todos os guerreiros aliados RTZ, que estavam de prontidão, e os demais 3000 e poucos habitantes da cidade se levantam, saem de suas casas, e comemoram a vitória sobre um dos principais líderes da facção inimiga.

Armas, computadores, massas encefálicas. Tudo está sendo preparado para o movimento final. A queda do regime VIP.